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Trump ameaça Venezuela e Coreia do Norte para se fortalecer nos EUA, dizem analistas

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Prestes a completar nove meses de governo, o presidente estadunidense, Donald Trump, do Partido Republicano, gera um desequilíbrio mundial. É o que avalia a cientista política Cristina Pecequilo, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para ela, a ameaça de intervenção militar na Venezuela, por exemplo, precisa ser acompanhada com atenção mundial.

“A possibilidade de uma intervenção americana não pode ser descartada, mesmo que seja sob a bandeira das Nações Unidas ou da própria OEA [Organização dos Estados Americanos]. A situação lá está extremamente grave e os Estados Unidos têm interesse muito grande no mercado de petróleo venezuelano e também querem barrar a aproximação da China com a Venezuela. Isso a gente não pode destacar”.

O jornalista Breno Altman, fundador do site Opera Mundi, acompanha atentamente o cenário internacional e avalia que Donald Trump teria bastante dificuldade política de efetivar um ataque à Venezuela. Isso porque o anúncio da provável invasão, feito em agosto deste ano, atraiu críticas de vários chefes de Estado, incluindo países tradicionalmente conservadores, como a Espanha.

“A carta militar, na lógica do imperialismo, tem que ser bem manejada. Ele manejou mal e, com isso, criou uma situação de relativo isolamento pra essa hipótese”, avalia Altman. 

Já com relação à disputa entre Estados Unidos e Coreia do Norte, por exemplo, os dois avaliam que há poucas chances de que ela se converta numa guerra. A cientista política Cristina Pecequilo acredita que o comportamento do governo estadunidense estaria mais relacionado a uma tentativa de demonstração de força:

“A gente não pode esquecer que ele é um presidente fraco, que tem tido problemas com a popularidade, crises internas no gabinete, então, toda vez que ele lida com a Coreia do Norte como inimigo, ele faz isso de uma forma bastante ameaçadora, justamente pra se fortalecer dentro de casa”.

As últimas pesquisas de opinião mostram que a aceitação de Trump vem caindo. Quando assumiu o cargo, ele era aprovado por 40% da população estadunidense, o índice mais baixo das últimas décadas. O presidente anterior, Barack Obama, por exemplo, tomou posse com mais de 80% de aprovação. Atualmente, os levantamentos indicam que Trump tem uma média de 35% de aceitação popular.

Cristina Pecequilo avalia que um dos fatores que explicam o baixo índice é o fato de o atual presidente ter perdido a eleição no voto popular no ano passado. Trump ganhou apenas no chamado Colégio Eleitoral, que é formado por delegados responsáveis pela escolha final.

Analistas avaliam que a baixa aprovação popular do governo pode se refletir nas eleições do ano que vem, quando o país vai eleger novos representantes da Câmara e do Senado. Atualmente, o Congresso estadunidense tem maioria republicana.

Cristiane Sampaio

Brasil de Fato

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